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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

[Fungos] Gênero: Pleurotus

Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Pleurotaceae
Gênero: Pleurotus

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Paul Kummer descreveu pela primeira vez o gênero Pleurotus em 1871. Desde então muitas espécies foram para outros gêneros por exemplo: Favolaschia, Hohenbuehelia, Lentinus, Marasmiellus, Omphalotus, Panellus, Pleurocybella e Resupinatus.
Pleurotus é o gênero que inclui os cogumelos mais comidos e cultivados, amplamente apreciados pela gastronomia, o Pleurotus ostreatus é a espécie ícone. Pleurotus significa "orelha lateral", do grego pleuré, e o termo "pleurotóide" é usado para cogumelos com esta forma geral quando os chapéus são ligados lateralmente sem haste, se houver uma haste, é normalmente excêntrica e as lamelas são decorrentes ao longo dela.
Os fungos de Pleurotus são encontrados em climas tropicais e temperados em todo o mundo. A maioria das espécies de Pleurotus são fungos de podridão-branca que decompõe madeiras duras.

Todas as espécies de Pleurotus são saprófitas e nematófagos, capturando nematóides e paralisando-os com uma toxina.A classificação de espécies dentro do gênero Pleurotus é difícil devido à alta variabilidade fenotípica. As fotos à baixo são de exemplares encontrados no campus da UFRPE, são fartos em remanescentes de vegetação próximos à região metropolitana. São comestíveis, porém nestas áreas a coleta é prejudicada pela concorrência com os outros animais e insetos que se alimentam dos corpos de frutificação de Pleurotus.

Fungos Pleurotus também têm sido utilizados em estudos de biorremediação de poluentes tipo petróleo e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.



Pleurotus em Recife Pernambuco
oyster, abalone, tree mushrooms


A classe dos Agaricomycetes junto com Dacrymycetes e Tremellomycetes formam o sub-filo Agaricomycotina. Agaricomycotina, Pucciniomycotina e Ustilagomycotina compõem o filo Basidiomycota.(ZMITROVICH e WASSER, 2012 apud HIBBETT et al., 2007). Fala-se dos "bons tempos" da taxonomia dos Agaricomicetos, quando esse grupo era facilmente subdividido em três grandes subgrupos: Aphyllophorales, Agaricales e Gasteromycetes, fase que terminou nos anos 80 quando esta taxonomia tradicional e mais prática foi questionada e duvidada. As estruturas microscópicas dos basidiomas são as principais razões de discórdia em Agaricomycetes.
Para entender a evolução da classificação de Agaricomycetes recomendo a revisão feita  Ivan V. Zmitrovich e Solomon P. Wasser: Phylogenetic Conundrum of the Mushroom-forming Fungi (Agaricomycetes), cpítulo 08 na coletânea "Systematic and Evolution ".
Agaricomycetes: toadstools, tinder fungi, puffballs, club-fungi, crust-fungi, and jelly fungi.

A “MORPHOLOGICAL” TREE (ZMITROVICH e WASSER, 2012)

Pleurotus encontrado no Horto Florestal Dois Irmãos em 2017

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

[Fungos] Gênero: Trogia

Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Marasmiaceae
Gênero: Trogia

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Este gênero foi descrito pela primeira vez em 1835 por Elias Magnus Fries que também redefiniu a espécie Trogia montagnei, uma espécie que tinha sido descrita 11 anos antes pelo famoso micologista Camille Montagne como Cantharellus aplorutis, que é provavelmente a espécie ilustrada nesta postagem.

Como um gênero de fungos decompositores de madeira, as espécies de Trogia têm enzimas que quebram a lignina, polissacarídeo complexo. A espécie Trogia buccinalis foi  investigada pela sua capacidade de utilizar estas enzimas para quebrar moléculas poluentes como o antraceno, pentaclorofenol e cloreto de polivinilo agindo assim como um biorremediador.

Certa vez na China uma espécie de Trogia, mais precisamente a Trogia venenata, foi acusada de causar a morte de 400 pessoas na província de Yunnan. Aparecendo após chuvas locais, os cogumelos ainda não relatados como venenosos contêm uma variedade de aminoácidos, algum deles até então desconhecidos da ciência que parecem ser cardiotóxicos. O gênero Trogia não foi concebido para conter espécies venenosas. Estudos sugeriram que o elemento bário da água contaminada poderia aumentar a toxicidade do cogumelo, mas nada ainda comprovado.

Os indivíduos aqui fotografados foram encontrados na "trilha do bambuzal", domínio de floresta atlântica, área de terras baixas, uma APP repleta de espécies vegetais exóticas, no campus da UFRPE em Recife Pernambuco. Nesta região, esta espécie é bem comum, estando quase sempre presente quando temos cogumelos na serra pilheira. Possui um roxo vibrante que varia provavelmente com a qualidade de sítio e que se esvai com o passar do tempo. Quando estão fruticados parecem mais como cachos de flores na serra pilheira, aspecto conferido pela cor, numerosidade e pelo chapéus partidos no sentido radial.

Provável Trogia cantharelloides. ou Trogia volvatus. Sinônimos: Pleurotus cantharelloides, Panus cantharelloides, Pocillaria cantharelloides, Lentinus scyphoides

Já empalidecidos pelo tempo, gênero Trogia

representante nordestino de Trogia

Trogia cantharelloides em Recife - PE - BRASIL


´chapéu muitas vezes partido, lamelas delicadas roxas


detalhe da inserção das lamelas


domingo, 9 de outubro de 2016

[Fungos] Espécie: Caripia montagnei

Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Marasmiaceae
Gênero: Caripia
Espécie: Caripia montagnei

Indivíduos coletado no campus da UFPB, Universidade Federal da Paraíba orgulho da "segunda capital mais verde do mundo" João Pessoa,  com estimativa de mais de 7 m² de floresta para cada habitante. Diz-se que fica sob um relevo de baixos  planaltos  costeiros, entre  os  vales  dos  rios  Jaguaribe e  o  subafluente  do  rio  Timbó  e  riacho  Timbó, em uma  situação  tabular. O campus fica em meios à uma reserva de Mata Atlântica.

Caripia é um gênero monotípico, e nome Caripia se refere ao rio Caripi, no estado do Amapá, norte Brasileiro, e montagnei é referente à Camille Montagne, primeiro coletor da espécie nos anos de 1800.

Cogumelo tipo cálice com no máximoo 25 mm de altura e diâmetro da tampa de até 6 mm.
A cor é esbranquiçado a creme, e a textura da superfície é inicialmente lisa, enrugando-se posteriormente.
A estipe fina, é lisa e mais escura, ao castanho.
O (tecido de suporte de esporos) hymenium está na superfície exterior da tampa, em vez de o interior, como é usual para fungos em forma de taça.

Os corpos de frutificação de Caripi montagnei contêm polissacáridos que vêm sendo testetados por apresentarem propriedades anti-inflamatórias.
Também é possível a extração do composto caripyrin (trans-5-(3-methyloxiranyl)pyridincarboxylic acid methyl ester); que inibe a germinação de conídios e a formação de apressórios de Magnaporthe oryzae, um patógeno eficaz, sendo um dos fungos da brusone do arroz, doença de extrema relevância para a cultura do arroz. É portanto uma promessa para o controle biológico.

parachute / fungo pod pára-quedas




"pod parachute"

Caripia montagnei
agosto 2016 - Paraíba-BR








Caripia montgnei decompositando um cupinzeiro.
Ninho de nasutitermes colonizado

domingo, 2 de outubro de 2016

[Fungos] Espécie: Chlorophyllum molybdites

Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Agaricaceae
Gênero: Chlorophyllum
Espécie: Chlorophyllum molybdites


colônia de Chlorophyllum molybdites

Detalhes do anel e lâmelas

provável Chlorophyllum molybdites em Mata Atlântca - Pernambuco Brasil

detalhes da lamela de um indivíduo que abriu o chapéu a mais de 12 horas
detalhes das lamelas