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domingo, 5 de março de 2017

[Inseto] Espécie: Crimissa crusalis


Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Superfamília: Chrysomeloidea
Família: Chrysomelidae
Subfamília: Alticinae
Gênero: Crimissa
Espécie: Crimissa crusalis
 
Crimissa crusalis, ou besouro vermelho é um dos besouros mais comuns em cajueiro, relatado no Brasil pelo menos para Sergipe, Bahia e Pará. É uma praga chave em cajueiro, causando sérios danos com a excessiva desfolha e destruição do limbo foliar.Citada ocorrência principalmente no estado do Ceará. É naturalmente parasitado pelo fungo Beauveria bassiana, promissor no controle biológico.Os indivíduos aqui são de cajueiros do campos da cidade de Rio Tinto estado da Paraíba.
Próximo ao tronco do cajueiro, na projeção da copa é o local de pupação. É característica da família Chrysomelidae: cabeça encaixada parcial ou quase totalmente no protorax, antenas não muito alongadas, filiformes ou engrossando gradualmente da base até o ápice, raramente denteadas. Larvas providas de pernas torácicas, alongadas ou curtas, sempre próprias para a locomoção; normalmente fitófagas. Na subfamília Alticinae tem-se os fêmures posteriores consideravelmente dilatados e providos internamente, em relação com a articulação femur-tibial, de estrutura fortemente esclerosada, geralmente com forma de chouriço dobrado no meio. Alticinae, pelo número das espécies que a constituem, é a mais importante subfamília de Chrysomelidae. Compreende mais de 3.000 espécies descritas, das quais cêrca de 2.100 são da Região Neotrópica. Crimissa cruralis Stal, é uma das mais importantes desta subfamília pelos danos que causam as fôlhas das plantasem geral as famílias Anacardiaceae e Bignoniaceae. (Costa Lima, 1955)

Lima, A.M. da C. 1955. Insetos do Brasil 9, Coleópteros (3). Rio de Janeiro, Escola Nacional de Agronomia, Série Didática 11, 289p.

Besouro Vermelho do cajueiro
Brasil praga de cajueiro (Anacardium occidentalis Linn.)

Crimissa Crusalis Stal, 1958, Coleoptera, Chrysomelidae

desfolha e destruição do limbo foliar

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

[Inseto] Gênero: Cryptolaemus - larva

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Coccinellidae
Gênero: Cryptolaemus

Cryptolaemus predador de cochonilhas em RIO TINTO - PB

 Pode parecer uma cochonilha, mas é na verdade seu predador. Uma larva de besouro da família Coccinellidae, família dos pequenos besouros (0.8 a 1.8cm), dentre os quais o mais famoso dos besouros é a Joaninha. A maioria dos coccinelídeos, se alimentam de insetos herbívoros, sendo portanto determinantes na cadeia biológica como controladores naturais de espécies que muitas vezes danificam culturas agrícolas. Eles se alimentam de Afídios e Cochonilhas

Um artigo publicado na Revista Brasileira de Entomologia em 2004*, descreve caminhos que comprovam a eficiência dos coccinelídeos locais na predação do pulgão gigante do Pinnus. Um controle biológico do afídio Cinara atlantica uma pragas de destaque, com Hippodamia convergens, Cycloneda sanguinea e Eriopis connexa. Cinara Atlantica é relato prejudicando plantios de Pinus spp. nos estados brasileiros de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Coccinelídeos são inimigos naturais de afídios e pulgões. As larvas de alimentam de pulgões, sugando seu conteúdo e deixando apenas o tegumento, os adultos por sua vez comem sem deixar vestígios, são portanto aliados para manter o equilibrío ambiental e a segurança dos plantações. Coccinelidios, são os besouros mais ventidos para controle biológico de cochonilhas "Mealybug Controls"

*OLIVEIRA el al. Ciclo biológico e predação de três espécies de coccinelídeos (Coleoptera, Coccinellidae) sobre o pulgão-gigante-do-pinus Cinara atlantica (Wilson) (Hemiptera, Aphididae). Revista Brasileira de Entomologia 48(4): 529-533, dezembro 2004

Amadoramente identificando, o individuo à cima se assemelha com as larvas de Cryptolaemus montrouzieri, é sem dúvidas do gênero Cryptolaemus. Encontrados no campus da UFPB de Rio Tinto - Paraíba.

sábado, 28 de janeiro de 2017

[Inseto] Espécie: Phaleria testacea

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Tenebrionidae
Gênero: Phaleria
Espécie: Phaleria testacea

Uma espécie que habita a areia das praias, relatadas para quase todo o litoral brasileiro, é um pequeno besouro com cor que varia muito nos tons de marrom e pastel, camuflando-se nas areias onde vivem enterrados, subindo à superfície durante o dia e noite para se alimentar. O pequeno besouro chega a incomodar os banhistas que gostam de deitar na areia ou enterrar os pés quando estão com sua população grande.
Suspeita-se que a densidade destes insetos nas praias esta relacionada com a quantidade de detritos na areia, relacionado portanto com a oferta de alimento, uma vez que se alimentam de todo tipo de detrito existente da areia. Estudos com esta espécie, apontam uma grande variabilidade em tamanho e cor dos indivíduos.
Phaleria é um gênero dos "darkling beetles"  besouros da família Tenebrionidae. Tenebrionidade é a família mais numerosa dos Heterômeros, besouros de aspecto, côr e tamanho variáveis, mas de cor uniforme, negra, parda ou cinérea; exoesqueleto relativamente espesso e duro, fosco ou brilhante, diversamente esculturado, porém, quase sempre desprovido de pilosidade. Quanto ao hábito alimentar há espécies micetófagas (que se alimentam de fungos), coprófagas, predadoras e mirmecófilas (em associação com formigas); a maioria é polífaga e onívoras, apresentando regime alimentar misto. Informações retiradas do livro de Costa Lima - Insetos do Brasil.
Phaleria testacea (Coleoptera, Tenebrionidae) nas praias de Recife - Pernambuco - Nordeste do Brasil. Praia de Boa Viagem, Praia do Pina, Praia de Candeias.

Phaleria testacea Beach beetle - Tenebrionid
 

Phaleria testacea  (Coleoptera, Tenebrionidae)
Phaleria testacea - Recife - PE / Brasil