Mostrando postagens com marcador Plantas Ornamentais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantas Ornamentais. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de outubro de 2019

[Palmeira] Gênero Caryota

Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Gênero: Caryota

O Gênero Caryota é um dos poucos que apresenta folhas bipinadas; originárias das florestas tropicais da Índia e Malásia, são cultivadas com freqüência em parques e jardins, além de muito elegantes produzem uma grande quantidade de frutos (Paschoal, 2007).

A Caryota mitis, possui troncos múltiplos, anelados, formando touceira rala ou densa, variando de 6 a 12 m de altura e com cerca de 15 cm de diâmetro, com fibra na base do pecíolo. Seus frutos são globosos, de início verdes, depois avermelhados e finalmente pretos (Paschoal, 2007). Já a Caryota urens, possui estipe único, robusto, de 10 a 18 m de altura e 20 a 40 cm de DAP,

A Caryota urens é uma das espécies da qual se pode extrair o verdadeiro sagu. Suas folhas atingem até 5 m de comprimento, com folíolos em forma de cunha, serreados no ápice, semelhantes a um rabo de peixe. A bainha é lisa e bem destacada. É uma planta monóica, com inflorescências de 2 a 4 m de comprimento e numerosos ramos pendentes com cerca de 1 m de comprimento. Os frutos são avermelhados quando maduros, e recobertos por cristais de oxalato de cálcio, urticantes no manuseio, de onde vem o epíteto urens do latim "ardor".
A C. urens floresce pela primeira vez, aproximadamente, aos 13 anos de idade e a partir daí, durante 5 a 7 anos, produz, anualmente, várias inflorescências. Quando os frutos amadurecem, na última frutificação, a palmeira morre, terminando o seu ciclo. Suas folhas fornecem fibras para confecção de cordas, pincéis, cestos, varas de pescar e vários outros artigos. Da sua seiva, obtida através do sangramento do estipe, produz-se um vinho, xarope e açúcar. Ela é utilizada no preparo de uma bebida alcoólica, fermentada, típica da Índia, feita a partir da seiva extraída de sua inflorescência. O seu palmito pode ser comido quando cozido. A semente pode ser mastigada como as nozes de areca (Areca catechu). Elas são comumente chamados de palmeira fishtail solitária, palm toddy, palmeira de vinho, palm jaggery.


Sementes de Caryota urens

Caryota urens
Inflorescência de Caryota mitis
Espécies fotografadas na cidade de Regente Feijó - SP, em novembro de 2018.

Referências:


Andrés E.L. Reyes. «C. urens L.». http://www.esalq.usp.br/trilhas/

Paschoal, R. T. et al. Uso de GA3 na embebição de sementes de palmeira cariota (Caryota mitis Lour.). 16° Congresso Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais / 3° Congresso Brasileiro de Cultura de Tecidos de Plantas / 1° Simpósio de Plantas Ornamentais Nativas. 2007.

Wikipédia.org.br

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

[Palmeira] Palmeira Azul (Bismarckia nobilis)

Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Subfamília: Coryphoideae
Gênero: Bismarckia
Espécie: Bismarckia nobilis


Bismarckia é um gênero monotípico de palmeiras. É uma espécie endêmica do oeste e do norte de Madagáscar. O gênero foi nomeado pelo primeiro chanceler do Império Alemão Otto von Bismarck e o epíteto para a sua única espécie, Bismarckia nobilis, vem do latim para 'nobre'.
Esta espécie cresce a partir de troncos solitários, de cor cinzenta a castanha, que apresentam recortes anelados, cicatrizes de antigas bases foliares. Os troncos são de 30 a 45 cm de diâmetro, ligeiramente abaulados na base e livres de bases foliares em todas as suas partes mais jovens. No seu habitat natural, podem atingir mais de 25 metros de altura, mas normalmente não atingem mais de 12 m em cultivo. As folhas quase arredondadas são enormes em maturidade, com mais de 3 m de largura, em um terço de seu comprimento são divididas em 20 ou mais segmentos rígidos, uma vez dobrados, eles mesmos divididos nas extremidades. Os pecíolos têm de 2 a 3 m, são ligeiramente armados e estão cobertos por uma cera branca, além de escamas caduchas cor de canela; a coroa quase esférica da folha tem 7,5 m de largura e 6 m de altura. As Bismarckias mais cultivadas apresentam folhagem azul-prateada, embora exista uma variedade de folhas verdes (que é menos resistente ao frio). Estas palmeiras são dióicas e produzem inflorescências pendentes, interfoliares, de pequenas flores marrons que, em plantas femininas, amadurecem para uma drupa marrom ovóide, cada uma contendo uma única semente.
As Bismarquias são fáceis de cultivar, são adaptáveis a uma grande variedade de solos preferindo uma boa drenagem, pois não suportam podridão na raiz, podem adaptar-se a solo ácido ou alcalino e prefere ser regada diretamente no sistema radicular ou pulverizada através do palmito. Ao plantar esta palmeira, certifique-se de não cobrir qualquer parte do tronco, pois isso causará problemas, já que é suscetível de ser comida por microrganismos que vivem naturalmente no solo.
Fonte: Wikipédia.org




Exemplares da "Palmeira Azul" fotografados na Praça da Fonte na cidade de Regente Feijó em 2018.


terça-feira, 23 de abril de 2019

[Palmeira] Babaçu (Attalea speciosa)

Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Gênero: Attalea
Espécie: Attalea speciosa

O babaçu é uma palmeira robusta e imponente com estipe isolado, de 10-30 metros de altura e de 25-60 centímetros de diâmetro, com 7 a 22 folhas medindo de 4 a 8 metros de comprimento (LORENZI et al., 2010).
Suas flores são de sexos separados, com ramos florais volumosos; pode apresentar até 6 cachos por planta ou mais, sustentados por um pêndulo de 70 a 90 centímetros. Cada cacho possui de 240 a 720 frutos que chegam a pesar de 90 a 240 gramas (Wikipeia.org)

O Nordeste brasileiro possui uma área de cerca de 12 milhões de ha plantados com babaçu, sendo a maior concentração no Estado do Maranhão. Mensalmente, são extraídas em torno de 140.000 t de amêndoas desses babaçuais, sendo considerada a maior fonte mundial de óleo de sementes silvestres para uso doméstico (COSTA, 2008).

O Óleo de babaçu, ou óleo de coco, como é popularmente conhecido, é um dos produtos mais utilizados dentre os derivados do babaçu, podendo ser empregado para diversos fins. O óleo pode ser usado no cozimento e na fritura de alimentos, sendo uma das suas características marcantes o leve gosto amendoado; por possuir alto índice de saponificação, é muito apropriado na fabricação de cosméticos; puro ou misturado com outros óleos vegetais, ele pode ser aplicado diretamente na pele e no cabelo, sendo eficaz na hidratação e no combate à caspa. Também é utilizado como lubrificante, e vem sendo cogitado para fabricação de biocombustíveis.
Este óleo, assim como o óleo de dendê, possui elevado teor de ácido láurico (ácido dodecanóico), um ácido graxo, que tem grande ação anti-inflamatória, e também é encontrado no leite humano. (Wikipedia.org)

A amêndoa do babaçu contém entre 60 % e 70 % de óleo, entretanto, a amêndoa representa apenas 6 % à 10 % do peso fresco dos frutos, de forma que a produção potencial de óleo é pequena, de aproximadamente 90 à 150 Kg.ha-1.ano-1 (BALICK; PINHEIRO, 2008 apud COSTA, 2008). Dessa forma, o baixo conteúdo de óleo no fruto direciona o uso do babaçu, principalmente, para co-geração de energia pela utilização da polpa, de alta densidade, capaz de substituir o carvão vegetal (COSTA, 2008).

O Babaçu caracteriza-se como uma espécies de grande relevância na subsistência de várias comunidades tradicionais, pois todas as suas partes  podem ser utilizadas, as folhas na cobertura de casas e noo artesanato, o estipe na construção de móveis, estrutura de moradias, e ainda na corrida de tora e em festa tradicional dos povos Xavante e Krahò no Mato Grosso (ANDRADE, et al. 2014)

Attalea speciosa
Frutificação de Attalea speciosa Palmeira Babaçu
Attalea speciosa: sementes de Babaçu

Obs. Os exemplares à cima foram fotografados frutificando em março de 2019, na cidade de Regente Feijó-SP, local onde são encontrados na arborização das principais praças.

ARRUDA, J.C., SILVA, C.J., SANDER N.L. Conhecimento e Uso do Babaçu (Attalea Speciosa Mart.) por Quilombolas em Mato Grosso. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 24, n. 2, p. 239-252, abr/jun 2014.

COSTA, C.J., MARSHI, E.C.S. Germinação de Sementes de Palmeiras com Potencial para Produção de Agroenergia. Embrapa Documentos 229, 2008.

LORENZI,  Harri;  NOBLICK,  Larry  R.;  KAHN,  Francis.  FERREIRA,  Evandro.  Flora Brasileira: Arecaceae (palmeiras). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2010.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

[Inseto] Gênero Crypticerya - Cochonilha

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Familia: Monophlebidae
Género: Crypticerya

Cochonilha comumente encontrada em folhas de Ráfia, estas colonizaram todos os 06 indivíduos de um jardim comercial na região metropolitana de Recife. 
De longe não se pode imaginar, aos leigos pode parecer como um fungo, mas com um lupa pode-se perceber que são na verdade insetos de rara beleza e formas delicadas.
Apresentam-se sob diferenres formas, que são os diferentes ínstars do seu ciclo de vida.
Vivem em estreita relação com as formigas.
Está espécie é provavelmente uma Crypticerya multicicatrices carecendo de uma identificação específica.

Folha de Ráfia atacada por cochonilhas
Crypticerya sp. em Rhapis
Crypticerya multicicatrices cochonilha branca
eclosão da ninfa, passagem de ínstar
fêmea adulta e ninfas de Crypticerya sp.

Ornamentação dorsal de Crypticerya multicicatrices




Crypticerya multicicatrices região dorsal

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

[Inseto] Espécie: Vinsonia stellifera - Cochonilha

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Coccidae
Gênero: Vinsonia
Espécie: Vinsonia stellifera

Estrelas no jardim! Um olhar curioso na parte de baixo das folhas de plantas de um jardim podem revelar a graciosidade destes insetos. Vinsonia stellifera, Cochonilhas com formato de estrela. São constantemente relatadas como hospedando o gênero de plantas ornamentais Schefflera, como neste caso, em uma Schefflera arborícola na região metropolitana da cidade do Recife.
Estas cochonilhas são consideradas uma ameaça em potencial pois podem causar danos econômicos em culturas de citros, manga e uma grande variedade de plantas comestíveis e ornamentais.
As fêmeas adultas e nas fases imaturas são cobertas com uma cera que vai do transparente ao branco.
o corpo tem forma de estrela com o centro convexo. O tamanho da fêmea adulta varia de 3 a 5 mm contando com os raios. A cor do inseto vivo vai de rosa a púrpura-vermelho.


Cochonilhas em forma de estrela
Stellate scale
Estrelas na parte abaxial
Schefflera arborícola, ocorrência na parte abaxial das folhas
 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

[Planta Ornamental] Espécie: Alternanthera dentata

PRODUÇÃO DE MUDAS DE “Roxinho”(Alternanthera dentata)
ATRAVÉS DE PROPAGAÇÃO VEGETATIVA
}  Familia: Amaranthaceae
}  Nome Cinetífico: Alternanthera dentata 'Purple Knight'
}  Nome Comum: roxinho, periquito

Herbácea rasteira de altura média de 0,45 metros, folhagem de verde a avermelhada muito decorativa. Folhas ovais acuminadas, opostas partindo dos entrenós. Flores brancas bem pequenas e pouco atrativas. Pode ser cultivada em todo o país, apresentando sensibilidade apenas ao frio.
Muito conhecida no paisagismo pelo impacto visual que causam suas folhas roxas. A produção de mudas pelo método de propagação vegetativa por estaquia é rápida e econômica, ideal para esta espécie que apresenta facilidade de enraizamento.
Em Recife, a propagação desta espécie e o plantio podem ser realizados durante todo o ano. É uma espécie pouco exigente quanto ao tipo de solo.
A estaquia é uma técnica que consiste em promover o enraizamento de partes da planta, podendo ser ramos, raízes, folhas e até mesmo fascículos, no caso de Pinus spp. (SIMÃO, 1998)
É a técnica de maior viabilidade econômica para o estabelecimento de plantios clonais. 
Estão entre os principais fatores que interferem na propagação vegetativa de plantas, segundo WENDING,2003:
}  O grau de maturação/juvenilidade dos propágulos,
}  A nutrição mineral da planta matriz,
}  Utilização de reguladores de crescimento,
}  Luminosidade especialmente após o plantio da estaca
}  Temperatura e umidade do local da matriz e do local onde sera enraizada a estaca
}  A técnica de propagação.
Ainda segundo o autor o sucesso obtido na propagação vegetativa é influenciado por:
}  Espécie a ser propagada
}  estação do ano que se retira a estaca
}  condições fisiológicas da planta-mãe,
}  variações nas condições climáticas,
}  posição do propágulo na planta-mãe,
}  tamanho da estaca
}  tipo e hora de coleta do propágulo,
}  meio de enraizamento, substrato 

PROCEDIMENTOS
1.      As estacas deverão ser retiradas especialmente das ponteiras
2.      Recortar as estacas de forma que fiquem com três nós (aproximadamente 06 cm)
3.      O corte basal da estaca deverá ser feito imediatamente abaixo do terceiro nó, ou quarto.
4.      Manter apenas duas folhas do nó superior da estaca, podendo manter protações iniciais
5.      Enterrar no máximo até a metade da estaca.
6.      Após a estaquia o recipiente não deve receber insolação direta
7.      O substrato não pode secar
8.      Nesse período irá despertar a brotação das gemas existentes nas axilas das folhas.

REFERÊNCIAS
WENDLING, I. Propagação Vegetativa. Colombo: Embrapa Florestas, 2003. 5 p. (Embrapa Florestas. Comunicado técnico,130)
SIMÃO, S. Tratado de fruticultura. Piracicaba: FEALQ, 1998. 760 p



As estacas podem ser de 06 a 10 cm