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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

[Fungos] Gênero: Colletotrichum

Reino: Fungi
Classe: Sordariomycetes
Ordem: Glomerellales
Família: Glomerellaceae
Género: Colletotrichum

Nas espécies de Colletotrichum são encontradas formas saprofíticas e patogênicas, sendo estas últimas, responsáveis por doenças economicamente importantes, comumente denominadas de antracnoses, que ocorrem em extensa gama de hospedeiros.

 Colletotrichum sp. em IPÊ
conidióforos


Na extremidade do tubo germinativo do conídio há formação de um apressório, estrutura esta, que pode também ser produzida na extremidade de hifas do micélio. Durante a formação do apressório há síntese de proteínas requerida para a produção de melanina que confere a cor escura (castanha) da estrutura, tornando–o infectivo. Os apressórios são estruturas especializadas para invadir o tecido do hospedeiro:

apressório na extremidade da hifa

As células conidiogênicas das espécies de Colletotrichum, são agregadas em conidiomata (acérvulos), e também podem ser formadas em ramificações laterais do micélio:

espóros de Colletotrichum sp.
 células conidiogênicas formadas na lateral do micélio

Colletotrichum sp. em Terminalia catappa
Acérvulo de Colletotrichum sp.
Os conídios produzidos nos acérvulos estão envolvidos por uma matriz gelatinosa constituida de polissacarídeos e proteínas solúveis em água. Essa matriz, provavelmente, protege os conídios da dissecação, aumentando a eficiência de germinação e penetração no tecido hospedeiro:

conidiomata a a matriz gelatinosa de polissacarídeos e proteínas

Fonte dos textos e indicação de leitura:
MENEZES, M. Aspectos biológicos e taxonômicos de espécies do gênero Colletotrichum. Fitopatologia Brasileira, Brasília,  v.  27,  p.  23-27, 2002.

Glossário:
Conídio: espóros formados por mitose, para reprodução assexuda.
Conidióforo: estrutura especializada formada por hifas simples ou ramificadas de onde são originados os conídios.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

[Inseto] Família Diaspididae - Cochonilha em folha de coqueiros

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Familia: Diaspididae


Cochonilhas da família Diaspididae atacando coqueiro no estado da Paraíba, Brasil. Possívelmente um exemplar do gênero Aonidiella, gênero de cuja espécie  Aonidiella comperei é relatada como ameaça à cultura do mamoeiro e coqueiro

A fêmea produz um escudo protetor de cera, à prova dágua sob o qual se alimenta, e que persiste até mesmo após a morte do inseto. Conhecidos como "armored scale insects".


Diaspididae em cocos nucifera






[Inseto] Gênero Crypticerya - Cochonilha

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Familia: Monophlebidae
Género: Crypticerya

Cochonilha comumente encontrada em folhas de Ráfia, estas colonizaram todos os 06 indivíduos de um jardim comercial na região metropolitana de Recife. 
De longe não se pode imaginar, aos leigos pode parecer como um fungo, mas com um lupa pode-se perceber que são na verdade insetos de rara beleza e formas delicadas.
Apresentam-se sob diferenres formas, que são os diferentes ínstars do seu ciclo de vida.
Vivem em estreita relação com as formigas.
Está espécie é provavelmente uma Crypticerya multicicatrices carecendo de uma identificação específica.

Folha de Ráfia atacada por cochonilhas
Crypticerya sp. em Rhapis
Crypticerya multicicatrices cochonilha branca
eclosão da ninfa, passagem de ínstar
fêmea adulta e ninfas de Crypticerya sp.

Ornamentação dorsal de Crypticerya multicicatrices




Crypticerya multicicatrices região dorsal

sexta-feira, 31 de março de 2017

[Fungo] Asperisporium caricae - Variola do Mamoeiro

Reino: Fungi
Classe: Deuteromycetes
Subclasse: Hyphomycetidae
Ordem: Moniliales
Familia: Dematiaceae
Gênero:  Asperisporium
Espécie: Asperisporium caricae

A subclasse Hyphomycetidae inclui os fungos cujas espécies são relacionadas pelas características dos conídiose conidioforos, sem base filogenética e portanto sujeitas à duplicidade de nomes, devido a fatores nutricionais e físicos do ambiente exercendo influência nas características morfológicas. Duas ordens são encontradas nesta subclasse: Moniliales ou Hyphales e Aganomycetales.

A ordem Moniliales compreende os fungos que produzem conídios em conidiósporos livres. Compreende mais de 10.000 espécies. Muitas espécies apresentam a fase teliomórfica na classe dos Ascomycetes. Envolve espécies de importância fitopatológica médica e industrial. A ordem, segundo Alexopoulos & Mims, 1979, esta dividida em 04 família: Moniliaceae, Dematiaceae, Tuberculariaceae e Stilbellaceae, com as seguintes características: Moniliaceae com conidioforos hialinos e conídios hialinos. Em alguns casos levemente coloridos; Dematiaceae com conidioforos e conídios escuros ou coloridos; Tuberculariaceae com conidioforos agrupados em feixes denominados sinêmios ou corêmios.

Moniliaceae é a maior família da ordem Moniliales, com conidioforos hialinos livres e formados diretamente de hifas hialinas, com 1.500 espécies e um grande número de espécies fitopatogênicas especialmente nos gêneros Geotrichum, Oidium, Penicillium, Aspergillus, Botrytis, Verticilium, Cylindrocladium, Ramularia, Pyricularia e Trichoderma.

A família Dematiaceae compreende mais de 1.600 espécies, a maioria saprófita e grande parte de importância fitopatológica. Entre os gêneros mais importantes estão: Alternaria, Asperisporium, Cercospora, Cladosporium, Curvularia, Cordana, Fusicladium, Helminthosporium, Nigrospora, Periconia, Stemphylium, Stigmina e Thielaviopsis.

O gênero Asperisporium se caracteriza por estroma subepidérmico. Conidióforos curtos, conidiosporos (simpodulosporos) escuros, rugosos, duas células. Entre as espécies mais importantes além do Asperisporium caricae, estão: Asperisporium cassiae em Cassia tomentosa; Asperisporium asclepiadis em Asclepias eriocarpa; Asperisporium vitiphyllum em Vitis vinifera e Asperisporium minutulum em Vitis californica. 

Asperisporium caricae (Mycosphaerella caricae) causador da Varíola do Mamoeiro, ocorre em folhas e  frutos, produzindo lesões puntiformes, sobre as quais são encontradas as estruturas do patógeno de coloração escura, quase preta. Conidiósporos elipsoidais piriformes ou clavados, coloração hialina a castanho claro, parede verrugosa, bicelulares, com tamanho de 14-26 x 7-10 micrômetros. A doença deprecia o valor comercial dos frutos, mas não seu sabor.

Texto extraído de:
MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A. 1993. Fungos Fitopatogênicos. Recife: UFRPE, Imprensa Universitária. 277 p.

Sinonímias: Cercospora caricae (Speg. 1886); Epiclinium cumminsii (Massee, 1989); Scolecotrichum caricae (Ellis & Everh., 1892); Fusicladium caricae (Sacc., 1902); Pucciniopsis caricae (Earle, 1902).

Lesões na parte adaxial da folha de mamoeiro

Parte adaxial pinta branca com halo marrom circundado por descoloração
Lesões na superfície abaxial da folha
Varíola [Asperisporium caricae] ou pinta-preta na parte abaxial
aspecto da lesão vista em lupa
Ilustração de espécies do gênero Asperisporium
(MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A., 1993)
Ilustração da espécie Asperisporium caricae.
(MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A., 1993)

sábado, 25 de março de 2017

[Inseto] Gênero: Coccus

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Família: Coccidae
Gênero: Coccus

Coccus é um dos dezessete gêneros de Coccidae que compreende, entre as espécies mais conhecidas Coccus hesperidumCoccus viridis, que atacam frequentemente culturas de café, goiaba e citrus.

A Coccidologia, ou o estudo dos hemípteros da superfamília Coccoidea, tem seus primeiros relatos com Linnaeus em 1758 na 10ª edição de Carl Linnaeus Systema Naturae, obra importantíssima para a taxonomia, iniciando a aplicação geral da nomenclatura binomial.

Kondo T., Gullan P.J., Williams D.J. (2008): Coccidology: The study of scale insects (Hemiptera: Sternorrhyncha: Coccoidea). Revista Corpoica – Ciencia y Tecnología Agropecuaria, 9: 55–61.

Cita-se os trabalhos de Tinsley em 1899 com o artigo "Contribuições à coccidologia" e o uma breve história de Coccoidea feita por Ferris em 1957.


Espécie que se assemelha muito à Coccus viridis





domingo, 5 de março de 2017

[Inseto] Espécie: Crimissa crusalis


Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Superfamília: Chrysomeloidea
Família: Chrysomelidae
Subfamília: Alticinae
Gênero: Crimissa
Espécie: Crimissa crusalis
 
Crimissa crusalis, ou besouro vermelho é um dos besouros mais comuns em cajueiro, relatado no Brasil pelo menos para Sergipe, Bahia e Pará. É uma praga chave em cajueiro, causando sérios danos com a excessiva desfolha e destruição do limbo foliar.Citada ocorrência principalmente no estado do Ceará. É naturalmente parasitado pelo fungo Beauveria bassiana, promissor no controle biológico.Os indivíduos aqui são de cajueiros do campos da cidade de Rio Tinto estado da Paraíba.
Próximo ao tronco do cajueiro, na projeção da copa é o local de pupação. É característica da família Chrysomelidae: cabeça encaixada parcial ou quase totalmente no protorax, antenas não muito alongadas, filiformes ou engrossando gradualmente da base até o ápice, raramente denteadas. Larvas providas de pernas torácicas, alongadas ou curtas, sempre próprias para a locomoção; normalmente fitófagas. Na subfamília Alticinae tem-se os fêmures posteriores consideravelmente dilatados e providos internamente, em relação com a articulação femur-tibial, de estrutura fortemente esclerosada, geralmente com forma de chouriço dobrado no meio. Alticinae, pelo número das espécies que a constituem, é a mais importante subfamília de Chrysomelidae. Compreende mais de 3.000 espécies descritas, das quais cêrca de 2.100 são da Região Neotrópica. Crimissa cruralis Stal, é uma das mais importantes desta subfamília pelos danos que causam as fôlhas das plantasem geral as famílias Anacardiaceae e Bignoniaceae. (Costa Lima, 1955)

Lima, A.M. da C. 1955. Insetos do Brasil 9, Coleópteros (3). Rio de Janeiro, Escola Nacional de Agronomia, Série Didática 11, 289p.

Besouro Vermelho do cajueiro
Brasil praga de cajueiro (Anacardium occidentalis Linn.)

Crimissa Crusalis Stal, 1958, Coleoptera, Chrysomelidae

desfolha e destruição do limbo foliar

sábado, 18 de fevereiro de 2017

[Inseto] Família: Pseudococcidae

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Família: Pseudococcidae

Pseudococcídeo em dobras do lenho

A família Pseudococcidae, compreende as cochonilhas sem carapaça, cochonilhas farinhentas, uns tipos de "Mealybugs" encontrados especialmente em climas úmidos e quentes alimentando-se de seiva vegetal. É a segunda maior família dos Coccoidea, com mais de 270 gêneros.

É citado como o segundo grupo de cochonilhas (depois da família Diaspididae) de maior importância econômica como praga de diversas espécies vegetais (Correa 2008 apud Granara de Willink, 1991). Desta família é a cochonilha da roseta, gênero Planococcus, praga que destrói cafezais, algodoal, e outras mais 250 culturas. São eventualmente citados também como vetores de doenças, e têm seu potencial de praga agravado na presença de formigas que os protegem de predadores e parasitas (característica que carece de mais pesquisa).

As espécies mais citadas da Família Pseudococcidae são Planococcus citri e Planococcus minor, Ferrisia virgata (com tricomas)...

São insetos pequenos (0,4 a 8,0 mm), sexualmente dimórficos, as fêmeas, apresentando neotenia, aparecem como ninfas, exibindo morfologia reduzida, ápteras, com um par de antenas e com três pares de pernas que lhe competem a capacidade de se mover; o corpo é frágil, com forma ovóide alongada à arredondada, com segmentações que pode ser vista na superfície dorsal, não se notando uma diferenciação entre cabeça, tórax e abdome. Os segmentos são produzidos pelos 17 pares de cerários, os cerários são agrupamentos de poros e setas que originam os filamentos laterais de cera, que adornam a margem do corpo. Os machos são menores, semelhantes a mosquitos e têm asas, são de curta duração, não se alimentam e só vivem para fertilizar as fêmeas.

As fêmeas são as farinhentas, se ligam à planta e secretam uma camada de cera protetora em pó, farinhenta que cobre o corpo de ninfas e fêmeas adultas. A cera pulverulenta que, além de revestir o corpo também cobre os ovos e produzir o ovissaco é secretada por poros, os poros são multiloculares, em geral com dez lóculos, são numerosos e localizados no ventre e ao redor da vulva.

Algumas espécies colocam seus ovos na mesma camada cerosa usada para proteção em quantidades de 50-100; Outras espécies nascem diretamente da fêmea. Somente algumas espécies não secretam a farinha por estarem adaptadas para viver em locais protegidos, tais como galhas, (Correa 2008 apud Miller, 1991).

A classificação dos pseudococcídeos, assim como das outras famílias de cochonilhas  é baseada na morfologia das fêmeas adultas, no entanto há uma considerável variação intraespecífica dos caracteres. Apresentam um alto grau de similaridade morfológica, particularmente nos estágios imaturos, o qual pode causar dificuldades na diferenciação em nível de espécie (Correa 2008 apud Beuning et al., 1999 e Cox, 1983).
 
As imagens deste post são de uma família instalada na cidade de Rio Tinto na Parabaíba. Nota-se uma diferença entre elas com relação à cabeça preta, necessitando uma identificação específica. Todas estavam na mesma árvore. As informações descritas são majoritariamente do trabalho de Correa, 2008.

detalhe da cabeça preta e tórax, que ja aparece com a cera removida

Família Pseudococcidae ocorrência na Paraíba Nordeste Brasil

habitat das fêmeas em entranhas do lenho
em meio à carapaças de fêmeas velhas


prolongamentos laterais de cera,  mais proeminentes na parte posterior

Uma fêmea e seus prolongamentos laterais de cera

A cabeça  é fusionada ao protórax, mas pode-se diferenciar certas características. As antenas têm de seis a nove artículos, ou pode ser reduzidas, sendo muito empregadas para o reconhecimento de gêneros e até mesmo para a separação de espécies. O aparelho bucal é opistognata, do tipo sugador labial tetraqueta, com peças bucais adaptadas para perfurar o tecido vegetal vivo e sugar o alimento na forma líquida, constando de dois pares de estiletes bucais e uma cobertura protetora formada pelo lábio. O abdome é deprimido e formado por oito segmentos, sendo somente o primeiro visível dorsalmente. O oitavo segmento abdominal, em geral, forma os lóbulos anais, localizados de cada lado do anel anal, os quais variam muito quanto ao desenvolvimento e esclerotização entre as espécies.(Chandler & Watson, 1999, Ferris, 1961; Ramos, 2003  Apud Correa ).
Uma das estruturas mais características dos insetos da família Pseudococcidae é a presença de dois pares de ostíolos dorsais, sendo um par localizado na cabeça e o outro no sexto segmento abdominal. Suspeita-se que sua função esteja relacionada com a liberação de substâncias. As secreções são formadas pela mistura de três tipos de cera e outras substâncias, incluindo lipídios e resinas  A função destas secreções de cera é proteger as cochonilhas contra a perda excessiva de água (dessecação), condições de excesso de umidade (chuvas), ataque de inimigos naturais (como, por exemplo, patógenos) e, até mesmo, exercer função sensorial, defensivas, pois quando molestadas, as cochonilhas abrem o ostíolos e liberam uma secreção líquida. (Cox & Pearce, 1983; Waku & Foldi, 1984 apud Correa 2008).

Discutem-se entre três e cinco subfamílias de Pseudococcidae, recentemente através do seqüênciamento de DNA, são propostas: Rhizoecinae, Phenacoccinae e Pseudococcinae. (Correa, 2008). As quais investigaremos à diante.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

[Inseto] Gênero: Ceroplaste


Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Coccidae
Gênero: Ceroplaste

O gênero ceroplaste compreende as cochonilhas cerosas, que se diferenciam na família Coccidade por apresentar espessa carapaça cerosa que recobre o corpo das fêmeas adultas. Os machos são raros e as fêmeas adultas é o que geralmente vemos habitando os vegetais, as características da fêmea são as bases para as chaves de identificação.
A carapaça cerosa que envolve a parte dorsal das fêmeas em muitos casos da um aspecto de ovo e confunde os leigos que não acreditam se tratar de um inseto. Cochonilhas são hemípteros muito comuns na vegetação, sendo considerados pragas de jardim. A literatura relata que 36% dos tipos de cochonilhas encontradas são cerosas (Peronti et al, 2008). Esta carapaça cerosa recobre a parte dorsal do corpo, e escondem as estruturas títpicas de um inseto que são visíveis apenas na superfície ventral que fica praticamente fixa no hospedeiro. Destacando um indivíduo e observando-o no seu ponto de fixação podemos ver, com a ajuda de uma lupa todos os detalhes de seus aparatos, patas, antenas e cauda.

A carapaça é dividida em placas, de 7 a 9 placas e cada placa contém um núcleo, que são os pontos marrons que vemos a olho nú.A cera varia na cor, consistência e espessura conforme a espécie.
 A visão microscópica da superfície é bem rica, com numerosos poros e setas. O tipo dos poros da superfície dorsal são importantes características para identificação, observados ao microscópio diferem quanto ao número de lócus, formato, posição e função, e as setas são de diversos formatos. Neste post trago a ilustração que esta no trabalho ja citado de Ana Lúcia Benfatti Gonzalez Peronti, Carlos Roberto Sousa-Silva1 & Maria Cristina Granara de Willink. Uma Revisão completíssima das espécies de Ceroplastinae Atkinson (Hemiptera, Coccoidea, Coccidae) do Estado de São Paulo; com chave para identificação e muitas fotos. As fotos à baixo foram retiradas de mudas em Regente Feijó-SP em um pomar familiar. Nesta região, e principalmente nesta cultura estes ataques são muito comuns.

Jabuticabeira com cochonilha cerosa - comuns em Regente Feijó - SP
aparência de ovos brancos
nas partes lenhosas dos ramos, nunca nas folhas
Ceroplaste com 07 placas, detalhe dos núcleos


Superfície ventral: patas em branco

Brasil Revista Brasileira de Entomologia 52(2): 139-181, junho 2008
Ceroplastinae é uma sub-família de Coccidae que compreende as cochonilhas cerosas. Ainda citando o trabalho de Peronti, et al 2008, em ceroplastinae contamos com o registro de 41 espécies , 40 de Ceroplastes e 1 de Vinsonia, aquelas com aspecto de estrelas. a maioria é mencionada no estado de São Paulo (29) sendo 16 exlusivas de São Paulo. (Ver Ben-Dov 1993)*