sábado, 22 de abril de 2017

Microcultura


MENEZES, M. & ASSIS, S.M.P. Guia prático para fungos fitopatogênicos. 2 a . Ed. Recife PE. Imprensa Universitária, UFRPE, 2004

Como preparar uma microcultura e visualizar as estruturas de forma mais integral? Esquema ilustrativo do método de preparo de microcultura de Menezes e Assis, 2004:

Preparo com quadrados de ágar

petris esterilizados e agar em blocos de 1 por 1cm


quadrados de agar colonizados
quadrado da esquerda observado na lupa

bloco da direita visto na lupa

material final para montagem das lâminas




Colônia à olho nú

Colônia da placa observada na lupa (bege escuro)

crescendo na microcultura quadrado de agar
lamínula ao visualizada no microscópio



frutificação no corte com o bisturi (colônia branca)

Vista na lupa

vista na placa

sexta-feira, 31 de março de 2017

[Fungo] Asperisporium caricae - Variola do Mamoeiro

Reino: Fungi
Classe: Deuteromycetes
Subclasse: Hyphomycetidae
Ordem: Moniliales
Familia: Dematiaceae
Gênero:  Asperisporium
Espécie: Asperisporium caricae

A subclasse Hyphomycetidae inclui os fungos cujas espécies são relacionadas pelas características dos conídiose conidioforos, sem base filogenética e portanto sujeitas à duplicidade de nomes, devido a fatores nutricionais e físicos do ambiente exercendo influência nas características morfológicas. Duas ordens são encontradas nesta subclasse: Moniliales ou Hyphales e Aganomycetales.

A ordem Moniliales compreende os fungos que produzem conídios em conidiósporos livres. Compreende mais de 10.000 espécies. Muitas espécies apresentam a fase teliomórfica na classe dos Ascomycetes. Envolve espécies de importância fitopatológica médica e industrial. A ordem, segundo Alexopoulos & Mims, 1979, esta dividida em 04 família: Moniliaceae, Dematiaceae, Tuberculariaceae e Stilbellaceae, com as seguintes características: Moniliaceae com conidioforos hialinos e conídios hialinos. Em alguns casos levemente coloridos; Dematiaceae com conidioforos e conídios escuros ou coloridos; Tuberculariaceae com conidioforos agrupados em feixes denominados sinêmios ou corêmios.

Moniliaceae é a maior família da ordem Moniliales, com conidioforos hialinos livres e formados diretamente de hifas hialinas, com 1.500 espécies e um grande número de espécies fitopatogênicas especialmente nos gêneros Geotrichum, Oidium, Penicillium, Aspergillus, Botrytis, Verticilium, Cylindrocladium, Ramularia, Pyricularia e Trichoderma.

A família Dematiaceae compreende mais de 1.600 espécies, a maioria saprófita e grande parte de importância fitopatológica. Entre os gêneros mais importantes estão: Alternaria, Asperisporium, Cercospora, Cladosporium, Curvularia, Cordana, Fusicladium, Helminthosporium, Nigrospora, Periconia, Stemphylium, Stigmina e Thielaviopsis.

O gênero Asperisporium se caracteriza por estroma subepidérmico. Conidióforos curtos, conidiosporos (simpodulosporos) escuros, rugosos, duas células. Entre as espécies mais importantes além do Asperisporium caricae, estão: Asperisporium cassiae em Cassia tomentosa; Asperisporium asclepiadis em Asclepias eriocarpa; Asperisporium vitiphyllum em Vitis vinifera e Asperisporium minutulum em Vitis californica. 

Asperisporium caricae (Mycosphaerella caricae) causador da Varíola do Mamoeiro, ocorre em folhas e  frutos, produzindo lesões puntiformes, sobre as quais são encontradas as estruturas do patógeno de coloração escura, quase preta. Conidiósporos elipsoidais piriformes ou clavados, coloração hialina a castanho claro, parede verrugosa, bicelulares, com tamanho de 14-26 x 7-10 micrômetros. A doença deprecia o valor comercial dos frutos, mas não seu sabor.

Texto extraído de:
MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A. 1993. Fungos Fitopatogênicos. Recife: UFRPE, Imprensa Universitária. 277 p.

Sinonímias: Cercospora caricae (Speg. 1886); Epiclinium cumminsii (Massee, 1989); Scolecotrichum caricae (Ellis & Everh., 1892); Fusicladium caricae (Sacc., 1902); Pucciniopsis caricae (Earle, 1902).

Lesões na parte adaxial da folha de mamoeiro

Parte adaxial pinta branca com halo marrom circundado por descoloração
Lesões na superfície abaxial da folha
Varíola [Asperisporium caricae] ou pinta-preta na parte abaxial
aspecto da lesão vista em lupa
Ilustração de espécies do gênero Asperisporium
(MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A., 1993)
Ilustração da espécie Asperisporium caricae.
(MENEZES, M. & OLIVEIRA, S.M.A., 1993)

sábado, 25 de março de 2017

[Inseto] Gênero: Coccus

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Família: Coccidae
Gênero: Coccus

Coccus é um dos dezessete gêneros de Coccidae que compreende, entre as espécies mais conhecidas Coccus hesperidumCoccus viridis, que atacam frequentemente culturas de café, goiaba e citrus.

A Coccidologia, ou o estudo dos hemípteros da superfamília Coccoidea, tem seus primeiros relatos com Linnaeus em 1758 na 10ª edição de Carl Linnaeus Systema Naturae, obra importantíssima para a taxonomia, iniciando a aplicação geral da nomenclatura binomial.

Kondo T., Gullan P.J., Williams D.J. (2008): Coccidology: The study of scale insects (Hemiptera: Sternorrhyncha: Coccoidea). Revista Corpoica – Ciencia y Tecnología Agropecuaria, 9: 55–61.

Cita-se os trabalhos de Tinsley em 1899 com o artigo "Contribuições à coccidologia" e o uma breve história de Coccoidea feita por Ferris em 1957.


Espécie que se assemelha muito à Coccus viridis





domingo, 5 de março de 2017

[Inseto] Espécie: Crimissa crusalis


Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Superfamília: Chrysomeloidea
Família: Chrysomelidae
Subfamília: Alticinae
Gênero: Crimissa
Espécie: Crimissa crusalis
 
Crimissa crusalis, ou besouro vermelho é um dos besouros mais comuns em cajueiro, relatado no Brasil pelo menos para Sergipe, Bahia e Pará. É uma praga chave em cajueiro, causando sérios danos com a excessiva desfolha e destruição do limbo foliar.Citada ocorrência principalmente no estado do Ceará. É naturalmente parasitado pelo fungo Beauveria bassiana, promissor no controle biológico.Os indivíduos aqui são de cajueiros do campos da cidade de Rio Tinto estado da Paraíba.
Próximo ao tronco do cajueiro, na projeção da copa é o local de pupação. É característica da família Chrysomelidae: cabeça encaixada parcial ou quase totalmente no protorax, antenas não muito alongadas, filiformes ou engrossando gradualmente da base até o ápice, raramente denteadas. Larvas providas de pernas torácicas, alongadas ou curtas, sempre próprias para a locomoção; normalmente fitófagas. Na subfamília Alticinae tem-se os fêmures posteriores consideravelmente dilatados e providos internamente, em relação com a articulação femur-tibial, de estrutura fortemente esclerosada, geralmente com forma de chouriço dobrado no meio. Alticinae, pelo número das espécies que a constituem, é a mais importante subfamília de Chrysomelidae. Compreende mais de 3.000 espécies descritas, das quais cêrca de 2.100 são da Região Neotrópica. Crimissa cruralis Stal, é uma das mais importantes desta subfamília pelos danos que causam as fôlhas das plantasem geral as famílias Anacardiaceae e Bignoniaceae. (Costa Lima, 1955)

Lima, A.M. da C. 1955. Insetos do Brasil 9, Coleópteros (3). Rio de Janeiro, Escola Nacional de Agronomia, Série Didática 11, 289p.

Besouro Vermelho do cajueiro
Brasil praga de cajueiro (Anacardium occidentalis Linn.)

Crimissa Crusalis Stal, 1958, Coleoptera, Chrysomelidae

desfolha e destruição do limbo foliar

sábado, 18 de fevereiro de 2017

[Inseto] Família: Pseudococcidae

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Superfamília: Coccoidea
Família: Pseudococcidae

Pseudococcídeo em dobras do lenho

A família Pseudococcidae, compreende as cochonilhas sem carapaça, cochonilhas farinhentas, uns tipos de "Mealybugs" encontrados especialmente em climas úmidos e quentes alimentando-se de seiva vegetal. É a segunda maior família dos Coccoidea, com mais de 270 gêneros.

É citado como o segundo grupo de cochonilhas (depois da família Diaspididae) de maior importância econômica como praga de diversas espécies vegetais (Correa 2008 apud Granara de Willink, 1991). Desta família é a cochonilha da roseta, gênero Planococcus, praga que destrói cafezais, algodoal, e outras mais 250 culturas. São eventualmente citados também como vetores de doenças, e têm seu potencial de praga agravado na presença de formigas que os protegem de predadores e parasitas (característica que carece de mais pesquisa).

As espécies mais citadas da Família Pseudococcidae são Planococcus citri e Planococcus minor, Ferrisia virgata (com tricomas)...

São insetos pequenos (0,4 a 8,0 mm), sexualmente dimórficos, as fêmeas, apresentando neotenia, aparecem como ninfas, exibindo morfologia reduzida, ápteras, com um par de antenas e com três pares de pernas que lhe competem a capacidade de se mover; o corpo é frágil, com forma ovóide alongada à arredondada, com segmentações que pode ser vista na superfície dorsal, não se notando uma diferenciação entre cabeça, tórax e abdome. Os segmentos são produzidos pelos 17 pares de cerários, os cerários são agrupamentos de poros e setas que originam os filamentos laterais de cera, que adornam a margem do corpo. Os machos são menores, semelhantes a mosquitos e têm asas, são de curta duração, não se alimentam e só vivem para fertilizar as fêmeas.

As fêmeas são as farinhentas, se ligam à planta e secretam uma camada de cera protetora em pó, farinhenta que cobre o corpo de ninfas e fêmeas adultas. A cera pulverulenta que, além de revestir o corpo também cobre os ovos e produzir o ovissaco é secretada por poros, os poros são multiloculares, em geral com dez lóculos, são numerosos e localizados no ventre e ao redor da vulva.

Algumas espécies colocam seus ovos na mesma camada cerosa usada para proteção em quantidades de 50-100; Outras espécies nascem diretamente da fêmea. Somente algumas espécies não secretam a farinha por estarem adaptadas para viver em locais protegidos, tais como galhas, (Correa 2008 apud Miller, 1991).

A classificação dos pseudococcídeos, assim como das outras famílias de cochonilhas  é baseada na morfologia das fêmeas adultas, no entanto há uma considerável variação intraespecífica dos caracteres. Apresentam um alto grau de similaridade morfológica, particularmente nos estágios imaturos, o qual pode causar dificuldades na diferenciação em nível de espécie (Correa 2008 apud Beuning et al., 1999 e Cox, 1983).
 
As imagens deste post são de uma família instalada na cidade de Rio Tinto na Parabaíba. Nota-se uma diferença entre elas com relação à cabeça preta, necessitando uma identificação específica. Todas estavam na mesma árvore. As informações descritas são majoritariamente do trabalho de Correa, 2008.

detalhe da cabeça preta e tórax, que ja aparece com a cera removida

Família Pseudococcidae ocorrência na Paraíba Nordeste Brasil

habitat das fêmeas em entranhas do lenho
em meio à carapaças de fêmeas velhas


prolongamentos laterais de cera,  mais proeminentes na parte posterior

Uma fêmea e seus prolongamentos laterais de cera

A cabeça  é fusionada ao protórax, mas pode-se diferenciar certas características. As antenas têm de seis a nove artículos, ou pode ser reduzidas, sendo muito empregadas para o reconhecimento de gêneros e até mesmo para a separação de espécies. O aparelho bucal é opistognata, do tipo sugador labial tetraqueta, com peças bucais adaptadas para perfurar o tecido vegetal vivo e sugar o alimento na forma líquida, constando de dois pares de estiletes bucais e uma cobertura protetora formada pelo lábio. O abdome é deprimido e formado por oito segmentos, sendo somente o primeiro visível dorsalmente. O oitavo segmento abdominal, em geral, forma os lóbulos anais, localizados de cada lado do anel anal, os quais variam muito quanto ao desenvolvimento e esclerotização entre as espécies.(Chandler & Watson, 1999, Ferris, 1961; Ramos, 2003  Apud Correa ).
Uma das estruturas mais características dos insetos da família Pseudococcidae é a presença de dois pares de ostíolos dorsais, sendo um par localizado na cabeça e o outro no sexto segmento abdominal. Suspeita-se que sua função esteja relacionada com a liberação de substâncias. As secreções são formadas pela mistura de três tipos de cera e outras substâncias, incluindo lipídios e resinas  A função destas secreções de cera é proteger as cochonilhas contra a perda excessiva de água (dessecação), condições de excesso de umidade (chuvas), ataque de inimigos naturais (como, por exemplo, patógenos) e, até mesmo, exercer função sensorial, defensivas, pois quando molestadas, as cochonilhas abrem o ostíolos e liberam uma secreção líquida. (Cox & Pearce, 1983; Waku & Foldi, 1984 apud Correa 2008).

Discutem-se entre três e cinco subfamílias de Pseudococcidae, recentemente através do seqüênciamento de DNA, são propostas: Rhizoecinae, Phenacoccinae e Pseudococcinae. (Correa, 2008). As quais investigaremos à diante.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

[Flor] Espécie: Caesalpinia ferrea

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Caesalpinioideae
Género: Cesalpinia
Espécie: Caesalpinia ferrea



A família Fabaceae é a terceira maior família das angiospermas, com três subgrupos, também considerados por alguns como subfamílias: Caesalpinioideae, Mimosoideae e Faboideae. A subfamília Caesalpinoideae e o gênero Caesalpinia são identificados, com base na sua morfologia floral considerando: flores geralmente hermafroditas, com simetria radial ou bilateral e inflorescências indeterminadas. Temos dois tipos de inflorescência, a determinada e a indeterminada. Quando determinada, o meristema da inflorescência forma flores terminais que finaliza qualquer crescimento futuro da inflorescência. Se indeterminada, as inflorescências formam-se em ramos laterais e não há formação de flores terminais.
As Caesalpinoideaes tem inflorescência geralmente racemosas ou panículas, com meristema apical terminal que se desenvolve indeterminadamente, iniciando brácteas acropelarmente ao longo do eixo da inflorescência. Um único meristema floral é geralmente iniciado na axila de cada uma destas brácteas.
Observa-se em Caesalpinia ferrea um número médio de vinte flores por inflorescência. As flores são completas, diclamídeas e pentâmeras, com cinco pétalas e cinco sépalas, dez estames e um carpelo. Sépalas e pétalas são amarelas, exceto a pétala adaxial que possuimanchas vermelho claro.

As informações deste post são extraídas da tese de Herika Ap. Bequis de Araújo Zaia, apresentada na Universidade de Piracicaba em 2004, em sua tese Zaia análisou e relacionou a ontogênese floral de espécies de Caesalpínia (C. echinata, peltophoroides e ferrea) com estudos morfo-anatômicos e com microscopia eletrônica de varredura e ópitca, encontrou similaridade no processo de formação e desenvolvimento das flores. Seguem os critérios descritivos em que se assemelham a ontogênese floral das espécies avaliadas deste gênero:

- meristema da inflorescência é indeterminado e inicia a formação de brácteas acropelarmente
- cada bráctea protege um único meristema floral
- o primórdio da sépala abaxial é o primeiro a ser formado pelo meristema floral seguido dos primórdios das sépalas laterais e adaxiais de forma unidirecional.
 - segue-se os primórdios das pétalas, dos estames episséplos e epipétalos.
- a formação do carpelo se inicia com uma protuberância no centro do meristema floral, seguido por uma invaginação para originar uma fenda que será a placenta.
- ANTESE: nos estágios que precedem a antese, há a diferenciação de células papilares no estigma.

O trabalho que esta disponível na internet, é altamente recomendado para aprofundamento neste assunto, traz imagens de microscopia eletrônica de varredura, de vários momentos do desenvolvimento das flores de Pau-Ferro, Pau Brasil e Sibipiruna, desde da formação inicial meristemática até a liberação do pólen, bem como descrição detalhada da ontogênese e discussões sobre a filogenia dentro desta família:

ZAIA, H.A.B.A. Desenvolvimento floral de C. echinata Lam, C. peltophoroides Benth e C. férrea Var. leyotachia Benth (Fabaceae/ Caesalpinoideae). 2004, 53 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2004.

As fotos são de um indivíduo presente a muitos anos na praça da Igreja Matriz na cidade de Regente Feijó, Estado de São Paulo. Nestas cidades e nas vizinhas o Pau-Ferro tem destaque na arborização urbana, não se ve mudas sendo plantadas desta espécie, até porque preferem o "Oiti" e as palmeiras, mas  os antigos indivíduos, com seu tronco malhado, casca lisa colorida e copa alta com sombra farta são como esculturas das praças, suas flores e folhas são elegantes e raramente, ou quase nunca têm problemas com pragas e doenças.


Cinco pétalas; cinco sépalas, dez estames e um carpelo.

Pau-ferro inflorescência racemosa indeterminada.
Detalhe das brácteas e manchas vermelho claro

terminal de ramo de Caesalpinia ferrea
folha bipinada, filotaxia alterna expiralada

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

[Inseto] Gênero: Cryptolaemus - larva

Reino: Animalia
Filo: Artropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Coccinellidae
Gênero: Cryptolaemus

Cryptolaemus predador de cochonilhas em RIO TINTO - PB

 Pode parecer uma cochonilha, mas é na verdade seu predador. Uma larva de besouro da família Coccinellidae, família dos pequenos besouros (0.8 a 1.8cm), dentre os quais o mais famoso dos besouros é a Joaninha. A maioria dos coccinelídeos, se alimentam de insetos herbívoros, sendo portanto determinantes na cadeia biológica como controladores naturais de espécies que muitas vezes danificam culturas agrícolas. Eles se alimentam de Afídios e Cochonilhas

Um artigo publicado na Revista Brasileira de Entomologia em 2004*, descreve caminhos que comprovam a eficiência dos coccinelídeos locais na predação do pulgão gigante do Pinnus. Um controle biológico do afídio Cinara atlantica uma pragas de destaque, com Hippodamia convergens, Cycloneda sanguinea e Eriopis connexa. Cinara Atlantica é relato prejudicando plantios de Pinus spp. nos estados brasileiros de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Coccinelídeos são inimigos naturais de afídios e pulgões. As larvas de alimentam de pulgões, sugando seu conteúdo e deixando apenas o tegumento, os adultos por sua vez comem sem deixar vestígios, são portanto aliados para manter o equilibrío ambiental e a segurança dos plantações. Coccinelidios, são os besouros mais ventidos para controle biológico de cochonilhas "Mealybug Controls"

*OLIVEIRA el al. Ciclo biológico e predação de três espécies de coccinelídeos (Coleoptera, Coccinellidae) sobre o pulgão-gigante-do-pinus Cinara atlantica (Wilson) (Hemiptera, Aphididae). Revista Brasileira de Entomologia 48(4): 529-533, dezembro 2004

Amadoramente identificando, o individuo à cima se assemelha com as larvas de Cryptolaemus montrouzieri, é sem dúvidas do gênero Cryptolaemus. Encontrados no campus da UFPB de Rio Tinto - Paraíba.